Ser penedo é ser por fora o que se é por dentro (Teixeira de Pascoaes)
... é como ser transparente.

17 de julho de 2014

Sempre juntinhos para o bem... e, sobretudo, para o mal

Facebook, 17.7.2014
A proposito do artigo:
http://expresso.sapo.pt/desbesificar-o-pais=f881591


Artigo que também cheira a retardado, mas muito interessante (aquela confissão poderia ter sido comunicada há muito tempo). Realço aqui, porque o autor não fez, a proximidade e a interdependência social e geográfica manifesta entre os actores políticos, económicos, financeiros e outros. Sei que alguns vão dizer “lá vêm eles outras vez…”, mas não posso deixar de referir que o facto de tosos aqueles sectores funcionarem em vasos comunicantes na capital, almoçando todos no Tavares, no Gambrinus ou em mais meia dúzia de restaurantes referenciados, de beberem um copo nas duas dezenas de bares na berra, de frequentarem as mesmas praias, da Comporta a Albufeira, e fazerem as mesmas viagens e sei lá que mais, isto é, de se encontrarem amiúde, e amiúde confraternizarem em casa de um e de outro… não me digam que isto não favorece o sistema de conluio interpares em que vivemos?
É que não é em Ponta Delgada, nem em Manteigas, nem em Viana, que eles se juntam e, até “sem querer” combinam negócios e farras.
A descentralização política e administrativa é imperiosa para uma regeneração do sistema político-financeiro do país. Mais, é parte integrante da questão social. Não haverá nunca um país equilibrado sem que vários, muitos departamentos do Estado sediem fora da capital, sem que milhares de funcionários, trazidos por esses departamentos, passem a viver em cidades intermédias de Norte a Sul (mesmo que tenham de ser aliciados por subsídios de integração em novo meio (onde aliás terão uma vida mais fácil e mais barata).
Não é a panaceia para o país, mas assim é que não vamos lá.
E junto, para que servem as novas tecnologias se afinal têm "todos" de estar pornograficamente juntinhos?

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