Ser penedo é ser por fora o que se é por dentro (Teixeira de Pascoaes)
... é como ser transparente.

29 de julho de 2018

"Cantareira, 61", no Artes Entre as Letras, artigo de Vasco Rosa


"Cantareira, 61", no Artes Entre as Letras, artigo de Francisco Valada




"Cantareira, 61" no JN, artigo de Hélder Pacheco


"Cantareira, 61" no Público, artigo de Luís Miguel Queirós



Cantareira, 61, no Porto Canal , Maio 2018

A Casa de Raul Brandão na Foz do Douro, Cantareira
https://www.youtube.com/watch?v=oKMWnDl9i9s&t=131s

Apresentação de “Estórias Recontadas”



Apresentação de “Estórias Recontadas”
Matosinhos, 13 de Julho de 2018
Biblioteca Florbela Espanca

Boa tarde caros amigos,
Agradecimento:
À Câmara de Matosinhos
À Bárbara Araújo autora da obra “Irene Vilar, Monumentalidade e Intimismo”, de 2015,
Ao Mestre António Cunha e Silva por associar a esta visita O Progresso da Foz e eu próprio.
Assinalo que faço esta intervenção a título pessoal, vestindo entre outras duas fardas a que honrosamente pertenço: a d’O Progresso da Foz, que organiza esta visita, e a da Orfeu, centro cultural, editora e livraria em Bruxelas.

Sobre a exposição – de que nos falará António Cunha e Silva – quero realçar o seguinte:
A contribuição da olaria barcelense para o património nacional é impressionante. Não apenas pela própria produção dos artesãos de Galegos de Santa Maria, Areias de São Vicente, S. Romão, de Galegos São Martinho, Manhente, e de tantos outros locais, como pela influência que tiveram difundindo os seus modelos e marcando profundamente a Arte e a Literatura contemporâneas. Basta ver e ler, por exemplo, Mário Cláudio e Amadeu de Sousa-Cardoso.
Paralelemente, as feiras populares na sua divulgação massiva da olaria, de uso doméstico e decorativa continuam a ser formas de afirmação de identidades que é importante manter. Falemos das feiras semanais se Barcelos e das anuais, como a do Senhor de Matosinhos.

E em afirmação de identidade, de busca e de síntese, temos aqui um monumento vivo e activo o Professor A. Cunha e Silva.

Com A. Cunha e Silva temos um historial abundante de colaborações. Citamos as conferências e a apresentação do livro sobre a Sonata Saudade e de Óscar da Silva, do naufrágio do Veronese, do Padre Grilo e do seu Mártir Pequenino, as Marés d’Escrita (um repositório de crónicas, publicado aquando do seu 75° aniversário, a que voltaremos antes de terminar).
Tivemos o prazer de publicar com ele a obra “Do Rumor da Água ao Som do Bronze” (sobre Irene Vilar) apresentado ainda com a nossa amiga em vida.



Em 14 de Setembro de 2016, nos seus 75 anos, tive o prazer de anunciar a outorga do primeiro e até agora único, Prémio Orfeu Cultura, ao Professor António Cunha e Silva.
Na altura, fruto de diversas circunstâncias, não tínhamos em nosso poder o pequeno símbolo que deveria acompanhar a entrega deste modesto prémio.
Hoje, temo-lo aqui.
Assinalo de novo a sua modéstia, mas a grandeza que nós lhe damos. Para além da sua sinceridade, contém em si um mundo de língua portuguesa, pois foi fabricado em Goa, por um artesão goês de fala portuguesa.

(entrega do emblema)

O reconhecimento público é um elemento civilizacional muito importante. É no “exemplum” que a sociedade encontra alimento para a reprodução das acções e dos caracteres que nos levam adiante.
Matosinhos e as suas instituições e o país devem muito a A. Cunha Silva: nós sabemo-lo!
Eles ainda não se deram verdadeiramente conta.
Para isso também aqui estamos: para lhes recordar.


13 de Julho de 2018

Joaquim Pinto da Silva