Ser penedo é ser por fora o que se é por dentro (Teixeira de Pascoaes)
... é como ser transparente.

21 de janeiro de 2013

O assalto ao Estado, o nosso!

(hoje no Facebook, partilhando o programa de televisão: http://sic.sapo.pt/Programas/boatarde/2013/01/21/responsabilizar-os-politicos)

Os partidos do poder falharam. Nas últimas dezenas de anos o Estado português foi mal gerido. E seria natural vermos os partidos políticos, todos, mas com destaque aos que nos governaram, humildes e de cabeça baixa. Mas não! Têm a cura para os males que nos provocaram – dizem – e continuam a fazer-nos crer que a alternância é a única possibilidade para uma mudança, e a qualquer crítica como a do presente programa apelidam-na de “populista” (eles os campeões do populismo mais eleitoralista).
Os sérios ter-se-iam demitido depois de falharem, estes (e os “outros”), empertigam-se, aguentam para “servir”, detêm a verdade, aquela que inexorável nos levará ao fundo.
Paulo Morais e Raquel Varela mexem nas feridas, tal como é preciso quando se prepara a cura. E as questões que sobram para resolver estão aí: falta de independência dos poderes, supervisão inexistente das diferentes estruturas de Estado, supervalorização do papel formal dos partidos políticos e dos diversos poderes do Estado.
Nota: virão alguns a correr dizer que a "nossa" crise afinal é internacional e que, portanto, nada há a fazer estando nós em economia integrada, sobretudo por força da nossa adesão à União Europeia. Não têm razão essencial, pois os nossos erros de orientação política (motivada em grande parte por interesses que não os de Portugal mas apenas de alguns… que são muitos, é preciso conceder) foram determinantes para a crise internacional nos apanhar sem defesa e a jeito.
Ainda outros virão com a treta capciosa do liberalismo, do neo, dizem. É claro que teriam de vir com esta treta, pois a sua cartilha (mal lida, aliás, e por isso sem culpa) marxista, nunca poderia aceitar outra causa para os males. Que não sabem o que é o liberalismo também é verdade, pois o que reina em Portugal é a maior promiscuidade entre agentes económicos e Estado (totalmente portanto anti-liberalista), com este tomado de assalto pelas forças partidocráticas que, em consonância com agentes económicos íntimos a eles, o manipulam e o não largam.

Um comentário:

Susaninha disse...

O problema é que os politicos do poder estão smpre a falhar.
FALHAS GRAVES E RESPONSABILIDADE ZERO...

SUUUrrisnhos e OBRIGADA por visitar a minha CANTAREIRA:)