Ser penedo é ser por fora o que se é por dentro (Teixeira de Pascoaes)
... é como ser transparente.

27 de outubro de 2008

Mudar o distrito para mudar a cidade, o Norte e o país

(correio electrónico enviado em 22 de Outubro de 2008, com texto anexo))


Caros amigos,
Muitos de vós não são militantes do PS, mas todos conhecem seguramente gente do PS no distrito do Porto (da Póvoa a Baião, de Gaia a Felgueiras), a quem esta opinião poderá talvez servir para alguma coisa.
Estou seguro que esta eleição na Federação Distrital do PS, caso o Presidente actual não a vença, será uma pedrada no charco em que se transformou a vida política da cidade e da região.
Nós não precisamos de estar em total acordo com alguém para lhe dar um apoio (ainda que pouco importante, sobretudo porque também não somos militante) político num certo momento. A política não é nem nunca será (à nossa medida) o reino das "purezas" e dos "ideais abstractos". Ela é feita, para o cidadão, de pequenas e momentâneas vitórias, só que, por vezes, esses pequenos passos, servem claramente a melhoria de uma situação e o avanço para uma sociedade mais justa.
O texto abaixo enviei-o hoje de manhã para a imprensa. Pelo que ali digo, percebe-se que Pedro Baptista é o candidato que o PS deveria eleger para presidir à Federação Distrital. Esse é o meu desejo.
Também podemos, é claro, ficar quietos, a chamar nomes aos políticos e gestores enquanto tomamos café. Pois, também podemos!
Um abraço.
QZ




Mudar o distrito para mudar a cidade, o Norte e o país
Aos militantes socialistas do distrito do Porto

Muitos habitantes da cidade do Porto e do seu distrito não sabem, mas no próximo fim de semana joga-se, dentro do Partido Socialista, um dado muito importante do futura da cidade, da região e mesmo do país.
As eleições para a federação distrital do PS (a maior do país), a votos neste sábado, mau grado a pouca publicidade feita pela actual Federação, têm congregado muitas pessoas, inúmeras vozes, para alertar todos, e não apenas os militantes do partido, para essa importância. Sim porque no sistema político português, eleições no interior dos partidos dizem, de facto, respeito a toda a gente, pois sabemos perfeitamente que os nossos candidatos futuros aos postos públicos virão forçosamente dos militantes vencedores dos sufrágios internos e dos seus apoios.
Não sendo militante do partido, mas tendo acompanhado de perto a campanha pela comunicação social e pela acção das listas concorrentes, tendo consciência da gravidade da situação do país, do norte em particular, e do distrito e cidade do Porto, não posso deixar de opinar sobre a mesma:
Ninguém me pede, mas também ninguém me impede.
A actual direcção distrital, cujo Presidente, Renato Sampaio, é um dos candidatos, ausentou-se marcadamente, no mandato que expira, das suas tarefas próprias, a vitalização do Partido no Distrito e a defesa dos interesses desta região, para optar por ter uma postura de antena governamental, acudindo sistematicamente em apoio da governação do país, como se essa fosse a sua tarefa exclusiva ("PS/Porto: líder da distrital congratula-se com resultado de sondagem que dá vantagem a Sócrates", é uma notícia, um exemplo de muitos, publicada pela RTP no seu sítio internet).
Estes últimos anos foram de uma incomparência política total no terreno (no que foi acompanhada pela quase totalidade dos deputados nacionais eleitos pela região), quer na sua primeira vocação, a crítica (sentido lato) à gestão das cidades do distrito, quer numa outra, não menos importante, a mobilização e formação dos militantes inscritos, para além da angariação de novos.
Recordo-me de encontros com governantes, mas não com autarcas, mesmo os da cor, de comícios de temática nacional, mas não de abordagens dos graves problemas do Porto e do Norte, de presenças constantes na capital e de ausência notada na região.
Paradigmático é, no entanto, o grave atropelo à democracia, à regra política mais sagrada, que o candidato Renato Sampaio cometeu e comete, ao recusar debater, mesmo em circuito interno do Partido, com o seu oponente, Pedro Baptista, a sua própria moção política com que se apresenta a votos. Denunciador claro de um conceito político, aliás, e infelizmente, em voga, esta negativa não apenas denuncia mas também prenuncia. Este abandono do debate e do confronto, indica um atraso intelectual, uma incompleta ou nula formação política, e prenuncia mais uns anos de vácuo de ideias e de ideais para a região, por parte de um dos principais partidos, onde há competências bastantes para tal não acontecer.
Na perspectiva de um cidadão, fora desta votação na prática, mas dentro da disputa, por todas as razões e interesses cívicos, chamo a atenção de todos os habitantes do distrito, e dos militantes socialistas em particular, para a importância do que se joga nestas eleições do próximo sábado.
Para bem de todos nós, é necessário que o PS Porto mude.
Joaquim Pinto da Silva

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