Ser penedo é ser por fora o que se é por dentro (Teixeira de Pascoaes)
... é como ser transparente.

3 de outubro de 2008

Entrevista Pres. Junta Foz, 9.97

AUTÁRQUICAS/97

NOTA PRELIMINAR

As perguntas que se seguem, evidentemente, não pretendem ser inocentes. Pelo contrário, são fruto das nossas opiniões e, sobretudo, experiências. Defendemos a procura da objectividade mas não acreditamos na virgindade das opiniões.
Dá-se inteira liberdade de abordagem das questões, aceitando mesmo que um texto apenas possa responder ao conjunto das mesmas. No entanto, apelamos a que não nos enviem textos genéricos ou simples propaganda. Gostaríamos de exemplos concretos e observações experimentadas.
Agradecemos todas as sugestões que queiram fazer-nos e ainda o envio de eventuais publicações de e sobre a sua Freguesia e Junta. Dar-lhe-emos toda a publicidade.
Estamos disponíveis, nesta e noutras matérias, para todos os contactos e colaboração.

A Redacção

PERGUNTAS

1. Como encara as próximas eleições autárquicas? Vê no próximo mandato uma continuidade ou uma renovação de métodos e de política? E confesse-nos: recandidata-se? Se não, quem é o candidato do seu Partido? E qual a equipa?
2. Diz-se que numa Junta de Freguesia a política não é praticada da mesma forma que noutros níveis, por exemplo, a Câmara ou o Parlamento. As oposições seriam mais colaborantes e menos partidarizadas. Qual e como foi a oposição que teve?
3. Considera que, numa eleição para uma Junta, o voto no seu Partido é sempre mais benéfico para a população, ou admite que certas personalidades, independentemente da sua filiação ou independência, poderiam ser melhores que os propostos na sua lista?
4. Qual foi a sua relação com a população? Considera que procurou sempre estar em contacto com ela e ouviu as suas queixas, realizando reuniões especiais sobre determinados assuntos e fora da sede da Junta, ou limitou-se a cumprir as obrigações institucionais das reuniões do Executivo e da Assembleia?
5. No contexto das relações com a população adquire uma importância enorme a respeitante às associações. Como foram essas relações? Visitou as suas sedes? Convocou-as para reuniões de trabalho?
6. Qual foi o seu apoio e a sua actividade no campo cultural? Como vê o papel da cultura, ou se quiser, da falta dela, face a problemas sociais graves, como a miséria, o desemprego, a falta ou a carestia de alojamento?
7. Considera que o seu mandato se cumpriu na maior transparência, isto é, foram devidamente publicadas as verbas entradas, os subsídios dados, as despesas havidas, etc., ou limitaram-se a enviar e a distribuir os relatórios exigidos às entidades e pessoas obrigatórias por lei?
8. Na relação com a sociedade «civil» coloca-se na posição de apoiante da mesma, libertando burocracias e apoios e deixando-a avançar ou, pelo contrário, considera que o poder local deve crescer em protagonismo, se não substituindo-se pelo menos entrando em concorrência com essas mesmas forças sociais?
9. Fala-se que quando o poder da Freguesia corresponde à cor do poder da Câmara, o relacionamento tanto pode ser de completa subserviência daquela em relação a esta, quando a Junta tem uma liderança fraca, ou de contínuos benefícios arrancados a ferros, quando essa liderança tem personalidade própria e objectivos bem precisos. Em qual posição se coloca?
10. Considera que a Câmara, enquanto vértice de um poder autárquico, cumpriu a sua função auscultadora das vontades das freguesias? Nessa função o Presidente da Câmara visitou quantas vezes a sua freguesia?
11. Como resumiria, em jeito de balanço, o mandato de 4 anos à frente da sua autarquia? Acha que, considerando as suas competências e meios, correspondeu ao que os seus eleitores esperavam de si? Em que falhou? Onde teve êxito?
12. No cumprimento de uma função, há sempre uma acção, um momento, que marca o ponto alto de trabalho. Diga-nos qual foi essa situação.
13. Quais seriam quanto a si, quer se recandidate ou não, os pontos do programa que deveriam ser fundamentais para o próximo mandato?
14. Para quem, para quê e qual apelo faz aos seus fregueses para as próximas eleições?

SETEMBRO’97 — Nº33

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